Cérebro e vitamina D: muito além do cálcio

Pesquisadores americanos estão investigando o papel da vitamina D na produção de serotonina pelos neurônios. A discussão se devemos ou não fazer reposição de vitamina D ficou muito mais acirrada a partir de dados obtidos a partir dos exames de sangue da população que indicam crescente e alarmante carência desta vitamina. Como a produção de vitamina D requer uma constante exposição ao sol, é comum encontrarmos pessoas que não a produzem em níveis adequados. Acreditava-se que a principal consequência disso era uma diminuição na deposição de cálcio nos ossos e a reposição de vitamina D e cálcio é hoje muito preconizada especialmente na prevenção da osteoporose.

Mas resultados importantes foram obtidos na Califórnia e revelam que a vitamina D é muito importante para a produção de serotonina. A serotonina é um neurotransmissor fundamental e sua liberação produz no indivíduo a sensação de bem estar e de adequação ao seu ambiente. Assim, desde uma boa alimentação, conforto e até uma posição social confortável podem provocar atividades neurais que culminem em aumento da liberação de serotonina pelos terminais neuronais. A serotonina é um dos poucos neurotransmissores que dependem de matéria prima proveniente do alimento para ser produzido. Caso o aporte alimentar de triptofano não aconteça, a produção de serotonina é prejudicada.

Pessoas que foram experimentalmente privadas de triptofano tornaram-se agressivas, impulsivas, raivosas e infelizes além de apresentarem dificuldade de interpretar expressões faciais. A diminuição de serotonina durante o desenvolvimento cerebral já foi implicada com o aparecimento de sintomas de autismo (espectro autista).

Estes resultados californianos reforçam o que todos nós sabemos: um pouco de sol e comida gostosa é tudo que a gente precisa para se sentir feliz!  Pena que muitos de nós estejamos tão presos em ansiedades e frustrações e não conseguimos perceber isso.

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