Como saber fazer o que se tem que fazer?

elefante sendo dominado

A resposta é simples e triste. Por mais que tenhamos acesso às informações necessárias para atingirmos nossos objetivos, saber o que se tem que fazer é muito diferente de se saber como fazer o que se tem que fazer. É abundante o material disponível nas redes sociais com estímulos interessantes para atingirmos nossos objetivos. Títulos como “as 5 regras de ouro para liderar”, “os 7 hábitos das pessoas bem sucedidas” e “as 25 características dos milionários” estão entre as matérias e livros mais lidos e acessados. São muitos os treinamentos e atendimentos coletivos e individuais que tratam das coisas que precisamos aprender a fazer e do jeito que devemos ser para podermos ter mais sucesso em nossas empreitadas pessoais e profissionais. Um bom treinamento para lideranças está recheado de ensinamentos sobre como um líder deve pensar, agir e se comportar.
Saber como fazer é um pouco mais complicado mesmo. Especialmente porque é necessário responder a outra pergunta primeiro. Uma pergunta que pode invadir terrenos difíceis das nossas emoções e experiências anteriores. Precisamos analisar cuidadosamente o porquê fazemos as coisas do jeito que fazemos e que não é o jeito que deveríamos fazer. O que nos motiva a comer quando queremos fazer dieta? Qual é a porção de nós que compra aquela roupa nova ou aquele novo celular mesmo depois de termos passado horas à frente da planilha analisando e cortando gastos? Quem come rapidamente aquele pedacinho de gordura do ladinho da picanha mesmo depois dos resultados assustadores de colesterol? A resposta pode estar no nosso cérebro.
Nosso cérebro é cheio desses mistérios. Sendo o grande responsável por todos os nossos comportamentos, pode provocar ações sem que a consciência tenha como interferir nelas. Você já deve ter ouvido falar por aí que a neurociência está provando que não temos livre-arbítrio. Esse pensamento tem despertado a ira de muitos filósofos e psicólogos, mas o fato é que muitos de nossos comportamentos são provocados sem que a nossa consciência atue diretamente sobre eles. Assim, sua consciência, que se ocupa de planejar e construir o futuro desejado, não tem grande acesso ao comportamento quando as ações são necessárias. Como mudar isso? É necessário trabalhar sobre suas motivações. É preciso fazer com que os sistemas automáticos do seu cérebro possam agir no mesmo sentido que sua consciência deseja. Não adianta gastar energia somente planejando suas ações. Na hora H, um comportamento totalmente inesperado joga água fria nos seus planos. O trabalho efetivo é sobre o autoconhecimento e suas motivações. Nesse sentido, a neurociência pode fazer muito por você.

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