Sete fatores que afetam nossa tomada de decisão financeira

Descubra fatores importantes que influenciam nosso pensamento e afetam as tomadas de decisões ligadas ao dinheiro

A vida é feita de escolhas, principalmente quando se fala a respeito de dinheiro. Dessa maneira, se tomarmos decisões financeiras ruins, viveremos de acordo com as consequências dessas decisões. Se quisermos melhores resultados, precisamos tomar decisões de forma mais inteligente. Mas quais são os fatores que afetam a nossa tomada de decisão financeira?

1- Emoções e Sentimentos

Quando se trata de dinheiro, a ganância e o medo são as emoções mais recorrentes e que podem desencadear más decisões. Como sabemos, quando os mercados de ações caem, os investidores entram em pânico e tendem a vender ações para não perder mais dinheiro no curto prazo.

Por outro lado , a ganância pode levar os investidores a recorrer a esquemas para enriquecimento rápido, alimentados pelo desejo de ganhar o máximo de dinheiro no menor tempo possível.

Embora o medo e a ganância possam nos levar à direção errada, eles não são as únicas emoções às quais nosso cérebro é suscetível.

A raiva, como a que é experimentada em divórcios difíceis, pode levar cônjuges amargurados a tomarem decisões financeiras desastrosas. Sentimentos de tristeza e vazio podem levar as pessoas a se dedicarem às compras não planejadas na tentativa de preencher um vazio emocional. Em tempos de exposição da vida em redes sociais, o ciúme e a inveja fazem com que muitas pessoas tenham um estilo de vida mais caro do que podem pagar.

A ligação entre depressão e endividamento é real, pois a dívida pode fazer a pessoa se sentir desamparada, sem esperança e com baixa auto-estima. Além disso, a depressão compromete a capacidade de uma pessoa de tomar decisões claras e racionais. Consequentemente, pode levar à letargia e à inação total, o que por si só pode ser uma decisão ruim.

As emoções e sentimentos desempenham um papel muito maior do que teimamos em reconhecer. Por isso é um dos fatores que afetam a nossa tomada de decisão financeira.

Embora muitos problemas financeiros sejam matematicamente simples de resolver, as emoções e sentimentos podem deixá-los mais complicados.

2 – Esgotamento financeiro

De acordo com um estudo recente do Banco Mundial, é mais provável que pessoas com menor renda tomem decisões financeiras ruins. Elas ficam comprometidas com o que é conhecido como “esgotamento financeiro”.

Suas lutas constantes tentando equilibrar as contas do dia-a-dia impactam seus recursos psicológicos e podem resultar em más decisões.

Dessa forma, estar altamente endividado ou em sérias dificuldades financeiras pode levar as pessoas a acreditar que nunca sairão de suas dificuldades financeiras. Consequentemente, têm maior probabilidade de continuarem tomando decisões equivocadas.

Por exemplo: o cansaço financeiro pode levar uma pessoa muito endividada a gastar dinheiro apostando na loteria ao invés de pagar dívidas.

Assim, exaustos ​​de se preocupar constantemente com dinheiro, batalhar arduamente pela subsistência e viver precariamente, aqueles que sofrem de esgotamento são menos resilientes e mais suscetíveis a decisões financeiras ruins.

3 – Falta de autocontrole

Quando se trata de criar riqueza de longo prazo, o autocontrole pode ser mais importante do que a inteligência. Ser capaz de adiar a recompensa envolve adiar a satisfação do desejo imediato e focar em algum retorno maior no futuro.

Exercer o autocontrole envolve planejar e pensar no que pode ser, e então compará-lo com a oportunidade que se apresenta no momento.

Ser capaz de planejar, pensar no futuro, avaliar os custos de oportunidade e adiar a recompensa é um indicador chave de sucesso no futuro. Compradores e gastadores compulsivos são incapazes de estabelecer a conexão entre o modo como seus gastos naquele momento afetam a segurança financeira futura. 

Nossa cultura de consumo aumentou os gastos por impulso à medida que mais consumidores relacionam o prazer com a compra. E eles sabem que a compra foi provavelmente uma má decisão financeira. Definitivamente, é um dos fatores que afetam a nossa tomada de decisão financeira

4 – Educação financeira insuficiente

A incapacidade de apreender e compreender os principais conceitos financeiros é outro fator que pode levar a uma má tomada de decisão. Habilidades financeiras essenciais, como saber fazer um orçamento e controlar as despesas, são habilidades importantes para a vida. E, na maioria das vezes, não são ensinadas em casa ou na escola.

Não entender como os juros compostos podem funcionar a seu favor ou contra você pode levar as pessoas a comprarem a crédito sem uma avaliação total do que estão pagando no longo prazo.

A falta de compreensão quando se trata de riscos e recompensas de investimentos pode fazer com que as pessoas mantenham seu dinheiro em investimentos de baixo retorno que não acompanham a inflação ao longo do tempo.

O desconhecimento dos direitos de proteção ao consumidor também é prejudicial. Ele pode fazer com que os indivíduos não peçam reembolsos ou substituições ou que sejam iludidos por grandes empresas. 

5 – Preconceitos

Vieses comportamentais e cognitivos apresentam desafios reais para a construção de riqueza, e todos somos suscetíveis a eles. Dependendo do nosso tipo de personalidade de investidor, preconceitos podem afetar a maneira como pensamos ou agimos. É outro fator que pode nos levar a tomar decisões erradas.

Vieses cognitivos, como o viés de confirmação, são emocionais e afetam a maneira como pensamos ou sentimos, enquanto vieses comportamentais, como o instinto de rebanho, afetam a maneira como nos comportamos em certas circunstâncias.

Por exemplo, você pode acreditar que a criptomoeda é o melhor investimento a se fazer e, então, buscar ativamente informações que apoiem ​​sua opinião. Ao sucumbir ao viés da confirmação, você deliberadamente exclui as informações que são contrárias à sua opinião e se concentra apenas nas informações que reforçam sua crença na criptomoeda.

“Herding” ou efeito manada é um viés comportamental comum que faz com que os investidores sigam uns aos outros em vez de realizar suas pesquisas e análises. Usando uma abordagem de ‘segurança em números’, os investidores se reúnem com medo de perder uma oportunidade de investimento. Então, baseando-se na falsa crença de que “nem todos podem estar errados”, os investidores optam por seguir o rebanho em vez de obter conselhos independentes e bem pesquisados.

6 – Falta de aconselhamento

Não buscar aconselhamento financeiro sólido e independente e tentar seguir sozinho também pode resultar em más decisões financeiras. O planejamento financeiro, que inclui impostos, fundos de aposentadoria, planejamento imobiliário, proteção de riscos e investimentos, é um campo altamente complexo para tentar navegar sozinho.

A crença de que se sabe mais do que um consultor experiente e qualificado é conhecida como um viés de excesso de confiança. 

Em muitos casos, confia-se muito no próprio potencial simplesmente porque o planejamento financeiro não é sua área de especialização, embora você goste de pensar que é. O excesso de confiança é demonstrado diariamente por investidores que tentam controlar o tempo dos mercados, apesar das evidências esmagadoras de que raramente é uma estratégia bem-sucedida. 

Seja por excesso de confiança ou falta de confiança, não ter um consultor que possa orientá-lo pode resultar em más decisões financeiras.

7 – Excesso de informação

O grande volume de informações, sejam elas corretas ou desencontradas, faz com que seja muito difícil encontrar informações que sejam confiáveis para ajudar na tomada de decisão.

A quantidade de tipos e opções de investimento disponíveis para os investidores em potencial é extenso, e a sobrecarga de informações pode levar à paralisia da análise: ficar tão sobrecarregado com informações que você não toma nenhuma decisão pode servir para agravar seus problemas financeiros.

Todos estamos sujeitos a tomar decisões financeiras ruins. Porém, é possível tentar diminuir a possibilidade de ser afetado pelos fatores listados acima utilizando algumas estratégias.

Procurar fontes confiáveis de informação, descobrir o que pode influenciar o processo de decisões através dos estudos nos campos da neurociência, psicologia cognitiva e economia comportamental são atitudes que podem melhorar o processo de tomada de decisão.

Fonte: https://www.moneyweb.co.za/


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