Neuromarketing também é necessário em anúncios online

Os Estados Unidos são de longe o maior mercado de publicidade do mundo. De acordo com a Interactive Advertising Bureau (IAB), a receita de publicidade na Internet nos Estados Unidos totalizou US $ 107,5 bilhões no ano 2018, com o segundo semestre representando aproximadamente US$ 58 bilhões.

No Brasil, dados do Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp), entidade que reúne os principais anunciantes, veículos de comunicação e agências de publicidade do país, apontou que no primeiro semestre deste ano, os investimentos em publicidade no Brasil chegaram a R$ 7,67 bilhões, sendo R$ 1.1 bilhão destinado à internet. Isto representa 14,4% do montante.

No ano de 2015, a empresa Kantar IBOPE Media havia ampliado a cobertura de sites e portais monitorados e reformulou a metodologia de coleta desta publicidade online. Além disso, com o início da mensuração de links patrocinados nos principais sites do país, também foi possível mensurar o investimento dos principais anunciantes da categoria search, que chegou a R$1,6 bilhão, o equivalente a 1,2% do mercado. A participação conjunta dos formatos digitais (display + search) em 2015 chegou, portanto, a 8% do mercado. Quase o dobro do que foi verificado em 2014 (4,3%) quando tudo ainda era colocado em uma cesta só chamada Internet.

Embora o mercado online esteja crescendo, engajar, emocionar e provocar consumidores têm se mostrado difícil.

É exatamente por causa dessa dificuldade que grandes empresas investem parte de seu budget em estudos sobre o consumidor, e também em estudos sobre o relacionamento pessoa-pessoa, H2H (human to human).

Entender esse tipo de relação e depois extrapolar para campanhas de marketing tem se mostrado mais eficaz. Isso se dá porque em nível neurológico a experiência de interagir com uma pessoa é diferente da experiência de interagir com um produto ou marca. Entender essa diferença é muito importante para chamar a atenção.

Uma das definições que mais gosto de Marketing é:

“Marketing é atividade humana dirigida para satisfazer necessidades e desejos por meio de troca.”- Philip Kotler

Quanto essa troca se parecer com algo realizado pessoa-pessoa, ou com algo que as pessoas fazem para chamar a atenção de seus amigos e conhecidos, mais resultados as empresas conseguirão ter também em suas estratégias online.

As estratégias de marketing digital podem até conter as melhores formas de mensurar as campanhas, mas muitas vezes os estrategistas pecam em entender o comportamento do consumidor e por isso têm tanta dificuldade em engajar.

As empresas investem em pesquisas neurocientíficas para entenderem isso e se destacarem de seus concorrentes. Quando entendemos a mente do consumidor (do ser humano), podemos fazer estratégias melhores e ter resultados melhores.

O texto acima é de Erica Ariano, estrategista de marketing e brand, neuroscience researcher e especialista em mídias digitais, que ministrará no próximo dia 27 de julho o curso NEUROCIÊNCIA APLICADA AO MARKETING: O que todo profissional precisa saber

Saiba mais em https://www.institutoconectomus.com.br/curso/neuromarketing-e-a-revolucao-do-marketing/